Nesta terça-feira (30), advogados militantes das causas feminista e combate a homofobia protocolaram no Ministério Público Estadual, em São Luís, uma representação criminal contra o estudante Marcos Silveira, que fez postagens nas redes sociais citando ‘caça aos viadinhos’, ‘atirar na cabeça’, ‘vagabundas’, além de exaltar Carlos Brilhante Ustra, declarado pela Justiça torturador durante o período da ditadura militar.

“É isso que a gente está aqui, tentando resguardar as liberdades individuais, os direitos de terem entendimentos políticos diferentes sem que as pessoas sejam agredidas por isso. A nossa constituição garante igualdade independente de raça, credo, religião, orientação sexual e é isso que nós buscamos preservar neste momento”, afirmou a advogada Kátia ribeiro.

Em postagem em uma rede social, Marcos diz que está valendo a ‘caça legal aos viadinhos’ — Foto: Reprodução/Facebook

Os advogados deram entrada com uma representação criminal de dez páginas na Procuradoria Geral de Justiça. O grupo pede apuração pelo Ministério Público e Polícia Federal contra Marcos por injúria e incitação ao crime.

“A gente está entrando com uma representação na ouvidoria do Ministério Público Estadual solicitando a investigação em relação a incitação ao crime, delito de apologia à tortura e também o de injúria coletiva”, declarou o advogado Thiago Viana.

Marcos é de São Luís e aluno do curso de Química Industrial da UFMA. Em outras postagens, ele chama mulheres de ‘fraquejadas/vagabundas’ e diz que ‘é hora de entregar os esquerdistas ao Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) e cita o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Em postagem em uma rede social, Marcos diz que está valendo a ‘caça legal aos viadinhos’ — Foto: Reprodução/Facebook

Em postagem, Marcos cita o coronel Ustra e também fala um palavrão — Foto: Divulgação

O coordenador do curso de Química Industrial, professor Arão Pereira da Costa Filho, emitiu uma nota de repúdio em nome de alunos do curso e também pede ações contra Marcos por parte da UFMA. A nota diz ainda que declarações de cunho racista, homofóbico e machista têm sido presenciado por alunos da UFMA e causando constrangimento, repulsa e medo.

Nota dos alunos do curso de Química Industrial da UFMA contra as declarações do aluno Marcos Silveira — Foto: Divulgação