A Justiça do Distrito Federal condenou, nesta quarta-feira (25), as duas mulheres acusadas de matar o pequeno Rhuan Maycon da Silva Castro, de nove anos, a 129 anos de prisão, somando as duas penas. O crime aconteceu em maio do ano passado e comoveu o país pelos requintes de crueldade.

Rosana Auri da Silva Cândido, mãe do menino, foi sentenciada a 65 anos, oito meses e 10 dias de prisão. Já a companheira dela, Kacyla Priscyla Santiago, recebeu pena de 64 anos, oito meses e 10 dias de cadeia. As duas terão de ficar em regime fechado por no mínimo um sexto das penas.

A Justiça considerou como agravantes a motivação torpe, o meio cruel e a impossibilidade de defesa da vítima. O motivo torpe seria o ódio que Rosana nutria contra a família do pai de Rhuan – ela alegou que teria matado o filho para “acabar com as lembranças do pai”. Já as 11 facadas recebidas pela criança, que ainda foi degolada viva, configuram o meio cruel do crime. A impossibilidade de defesa se deu porque a criança foi atacada enquanto dormia.

Segundo o Ministério Público, Kacyla permaneceu em silêncio durante o julgamento e assumiu a culpa pelo crime. Ela também inocentou a companheira. Entretanto, Rosana e ela já haviam confessado o assassinato.

Crime bárbaro

O assassinato hediondo do menino Rhuan Maycon, de 9 anos, foi um caso que chocou o Brasil no fim de maio de 2019. As autoras do crime são a própria mãe do garoto, Rosana Auri da Silva Cândido, de 27 anos, e sua companheira, Kacyla Priscyla Santiago Damasceno Pessoa, de 28 anos.

O laudo divulgado pela Polícia Civil do Distrito Federal revelou que Rhuan estava vivo quando foi decapitado pela própria mãe, com a ajuda da companheira.

Rosana e Kacyla foram presas em flagrante no dia 1º de junho do ano passado. O assassinato aconteceu um dia antes, em 31 de maio. O menino levou uma facada enquanto dormia e, ao acordar, a própria mãe desferiu outros 10 golpes e decepou a cabeça dele.

A barbaridade não parou por ai: as mulheres ainda furaram os olhos do cadáver, dissecaram a pele do rosto e tentaram incinerar o corpo em uma churrasqueira, sem sucesso. As investigações descobriram que, um ano antes da morte, as mulheres amputaram o pênis de Rhuan.

À polícia, Rosana alegou que ele queria ser uma menina e por isso fez o procedimento. A mulher ainda afirmou que não sentia amor pela criança e que ele atrapalhava seu relacionamento com Kacyla. Rosana também indicou que queria atingir o pai de Rhuan quando matou o filho.

Fonte: Pleno News