Cientistas identificaram uma nova linhagem do coronavírus em circulação no estado do Rio de Janeiro. Dos 180 genomas do Sars-CoV-2, 38 apresentam mutações. O estudo, no entanto, não indica se a variação é mais agressiva ou mais transmissível do que a B.1.1.28, que já estava no Brasil desde o início do ano. Também não se sabe se ela poderia interferir na eficácia das vacinas.

A nova linhagem foi identificada por meio de sequenciamento genético realizado pelo Laboratório de Bioinformática do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis, sob coordenação de Ana Tereza Vasconcelos. A análise dos dados foi feita em parceria com Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ e outras instituições.

– Não temos evidências de que essa mutação represente um perigo maior. Mas ela mostra que o coronavírus circula com intensidade no estado, que as medidas de distanciamento social e a vigilância são fundamentais – explicou a coordenadora do sequenciamento.

Para os pesquisadores, se a variação demonstrar ser mais transmissível, ela explicaria parte do aumento de casos registrados no estado desde novembro.

Mutações

Além da nova linhagem brasileira, outras duas variações foram relatadas à Organização Mundial da Saúde (OMS) recentemente: a do Reino Unido e a da África do Sul.

A mutação europeia, entretanto, é 70% mais transmissível devido a uma modificação na proteína Spike, responsável pela invasão e reprodução do vírus nas células. A nova cepa já é responsável por mais de 60% dos novos casos de Covid-19 em Londres.

Na última segunda-feira (21), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que vai monitorar voos vindos do Reino Unido para o Rio de Janeiro e São Paulo. Mais de 40 nações proibiram o ingresso de viajantes vindos do país europeu, suspendendo voos e cortando rotas comerciais.

Fonte: Pleno News