A madrugada desta sexta-feira (13), após o incêndio no Hospital Badim, no Maracanã, na Zona Norte do Rio, foi marcada pela angústia de amigos e familiares. Até as 7h50, as autoridades haviam confirmado a morte de 11 pacientes e a identificação de apenas dois deles.

Muitos parentes acompanhavam o trabalho dos bombeiros em busca de notícias.

“Minha mãe está com 83 anos, acamada. É um sentimento muito ruim. É esperar o que vai acontecer, né?! Espero que ela apareça aí em algum lugar”, afirmou Damião Freitas, filho de uma paciente.

Damião Freitas, que passou a madrugada na porta do hospital à procura da mãe — Foto: Reprodução/TV Globo
Damião Freitas, que passou a madrugada na porta do hospital à procura da mãe — Foto: Reprodução/TV Globo

Ao todo, 103 pacientes estavam internados no Hospital Badim. Muitos deles foram levados às pressas para outras unidades, outros aguardavam transferência nas ruas da região, que se transformaram em uma grande enfermaria. O centro de tratamento intensivo (CTI) foi transferido para a garagem de um prédio e para uma creche vizinha.

 Pacientes são removidos após incêndio que atinge o Hospital Badim, na Rua São Francisco Xavier, no Maracanã (zona norte do Rio), na noite desta quinta-feira (12). Os pacientes foram evacuados em macas para a rua e levados para outros hospitais da região. Equipes do Corpo de Bombeiros dos quartéis da Tijuca e de Vila Isabel (ambos bairros da zona norte) atuam no combate ao fogo. A energia caiu na região o que dificultou o processo. — Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Pacientes são removidos após incêndio que atinge o Hospital Badim, na Rua São Francisco Xavier, no Maracanã (zona norte do Rio), na noite desta quinta-feira (12). Os pacientes foram evacuados em macas para a rua e levados para outros hospitais da região. Equipes do Corpo de Bombeiros dos quartéis da Tijuca e de Vila Isabel (ambos bairros da zona norte) atuam no combate ao fogo. A energia caiu na região o que dificultou o processo.

“Eu até agora não sei onde está a minha mãe. Ela tem 76 anos, já sofreu três AVCs, não fala direito. Eu preciso achar a minha mãe! Ninguém dá informação! Eu estou desesperada. A acompanhante que estava com ela se jogou do terceiro andar e está operando as pernas dela no Quinta D’Or, entendeu?”, afirmou Tânia Ferreira.

Tania Ferreira busca informações sobre a mãe, que estava internada no Hospital Badim — Foto: Reprodução/TV Globo
Tania Ferreira busca informações sobre a mãe, que estava internada no Hospital Badim — Foto: Reprodução/TV Globo

Algumas pessoas reclamavam de falta de informações.

“Uma médica falou que ela [paciente] já saiu. Só que como é que ela saiu? Ela estava lúcida? Estava lúcida. Não estava andando porque ela está de sonda, monitorada, então ela não está andando”, afirmou Aline Martins, neta de uma paciente.

O Corpo de Bombeiros vistoriou todo o hospital durante a madrugada e encontrou 11 corpos.

A vigília de alguns familiares se transformou em luto. Mas a maioria ainda aguarda informações oficiais sobre as mortes.

Incêndio no hospital Badim na Tijuca na Rua São Francisco Xavier pacientes são evacuados, camas chegaram a ser montadas no meio da rua, na noite desta quinta-feira (12) no Rio de Janeiro, RJ. — Foto: CELSO PUPO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Incêndio no hospital Badim na Tijuca na Rua São Francisco Xavier pacientes são evacuados, camas chegaram a ser montadas no meio da rua, na noite desta quinta-feira (12) no Rio de Janeiro, RJ. — Foto: CELSO PUPO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Resumo até aqui

  • 11 pacientes morreram após um incêndio de grandes proporções no Hospital Badim;
  • O fogo começou por volta das 18h30, e a fumaça se espalhou;
  • A suspeita é que chamas começaram após um curto-circuito em um gerador;
  • 103 pessoas estavam internadas na unidade no momento do incêndio;
  • 224 funcionários trabalhavam no turno quando as chamas começaram – nenhum deles morreu, segundo o hospital;
  • Unidade foi esvaziada, e pacientes foram levados para ruas próximas, onde ficaram em macas;
  • Mais de 10 pacientes foram encaminhados para outros hospitais particulares.

Fonte: G1