O médium João Teixeira de Faria, mais conhecido como João de Deus, teve uma das prisões preventivas revertida para prisão domiciliar, no caso de posse ilegal de armas.

Mas o médium permanece preso devido a outro pedido de prisão, este motivado pelo suposto risco dele dificultar as investigações de crimes sexuais contra mulheres que buscavam atendimento espiritual ou curas mediúnicas.

Já a prisão revertida para domiciliar, no caso de posse ilegal de armas, foi uma decisão do juiz Wilson Safatle Faiad, responsável pelo plantão no Tribunal de Justiça de Goiás.

O magistrado estabeleceu como condição para prisão domiciliar: o pagamento de fiança de R$ 1 milhão, o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento do passaporte.

Em nota, os advogados do médium destacaram que o juiz acolheu o argumento de que João de Deus “além de idoso, encontra-se com a saúde extremamente debilitada”.

No dia 19, policiais civis de Goiás apreenderam pouco mais de R$ 400 mil e cinco armas de fogo em uma das residências do médium goiano.

Para conseguir reverter o outro pedido de prisão preventiva contra João de Deus, a defesa aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido de habeas corpus para que ele seja liberado para responder ao inquérito em casa, usando, se necessário, tornozeleira eletrônica.

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Radioagência Nacional