Até o século XIX era comum à prática de feminicídio, os homens casados quando encontravam suas esposas em adúltero as matavam. Porém em 2015, o Brasil alterou o código penal e incluiu a lei 13.104 para qualificar como crime de homicídio no rol dos crimes hediondos. Infelizmente os casos de feminicídio estão cada vez mais aumentando, o Brasil está no 5° lugar de mortes violentas contras as mulheres.

A sociedade machista está proporcionando o aumento dos casos, segundo os dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), no ano de 2018, foram registrados 27.190 casos de feminicídio, homens motivados por sentimento de ódio, posse sobre as mulheres, que sofrem agressões físicas, verbais e psicológicas.

Segundo Arthur Gusmão (Bacharel em Direito), “é necessário aumentar a rede de proteção á mulher e mudar a “cultura” do agressor, aplicando normas à condução envolta na qualificação e preparo das delegacias que fazem o primeiro atendimento a mulher que sofreu algum tipo de agressão, a efetiva punição ao agressor e principalmente uma corrente social de conscientização de que a mulher não deve mais sofrer qualquer tipo de abuso, violência nos mais variados níveis, que ela é livre de suas escolhas e que o limite não está na decisão de outrem”.

De acordo com a Secretária de Estado de Segurança Pública (SSP-MA), em 2017, 51 casos de feminicídio foram registrados. Somente no semestre desse ano a delegacia da mulher já registrou 31 casos  esses números já ultrapassam a metade das vítimas de 2017.