Um novo ciclone bomba está em formação no Sul do país. Mas, diferentemente do fenômeno que causou mortes e destruição em julho, o novo ciclone irá ocorrer longe da costa, o que diminui a chance de catástrofe.

À CNN, o meteorologista André Madeira, da Climatempo, explicou, nesta segunda-feira (14), que o ciclone está em alto-mar e não provocará ventania na mesma intensidade da ocorrida em julho, quando a velocidade dos ventos chegou a 120 km/h.

“Vai provocar rajadas de moderada a forte, especialmente no extremo sul e leste do Rio Grande do Sul e também no leste de Santa Catarina. A gente espera rajadas entre 70 km/h a 80 km/h”, classificou, frisando que “não veremos imagens tão duras” como em julho. “A influência sobre o continente é mais leve.”

Área de formação de novo ciclone bomba, no sul do país

Ainda segundo o especialista, “a formação desses ciclones extratropicais é comum nessa época do ano”. Apesar de não trazer riscos, a formação do novo ciclone deve trazer uma massa de ar polar, que causa um frio mais intenso nos estados do Sul do país.

Chuva escura

O especialista ainda explicou outro fenômeno observado no Sul do país. Moradores de São Francisco de Assis, no interior do Rio Grande do Sul, compartilharam imagens de água da chuva com coloração escura. 

“Toda essa fumaça provocada pela queimada vai para a atmosfera, e estamos com uma situação em que a circulação dos ventos é de norte para sul, então levanta essa pluma de fumaça em direção ao sul do Brasil”, esclareceu.

Apesar das evidências apontarem para a relação entre a chuva turva e as queimadas que consomem o Pantanal, Madeira afirmou que é necessária uma apuração mais precisa para comprovar essa ligação.

“Mas as chances são grandes e é quase certo que tenha origem nas queimadas no Centro-Oeste do Brasil”, concluiu.

De acordo com imagens do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a fumaça das queimadas que devastam a Amazônia e o Pantanal começou a chegar nos últimos dias às regiões Sul e Sudeste do país.

Dados do instituto indicam que entre janeiro e agosto deste ano foram registrados 10.153 focos de incêndio no Pantanal – número superior ao total registrado entre 2014 e 2019 (10.048).

Fonte: CNN Brasil