A alfabetização de uma pessoa promove sua socialização, de um modo mais abrangente, a alfabetização é definida como um processo no qual a pessoa constrói a gramática e em suas mudanças, sendo chamada de alfabetismo a capacidade de ler, compreender, escrever textos, e até mesmo operar números.

Alfabetização é a ação de alfabetizar, tornar o indivíduo capaz de ler e escrever, e a incapacidade de ler e escrever é denominada analfabetismo.

No Brasil, 35% dos analfabetos já frequentaram a escola. As razões para o fracasso do País na alfabetização de seus jovens são várias: escola de baixa qualidade, em especial nas regiões mais pobres do País e nos bairros mais pobres das grandes cidades; trabalho precoce; baixa escolarização dos pais; despreparo da rede de ensino para lidar com essa população.

O analfabetismo atinge praticamente todas as faixas etárias, e ao contrário do que possa parecer, alfabetizar um jovem, ou adulto, que já traz uma, ou várias experiências de fracasso na sua vivência escolar, não é tarefa simples, que possa ser executada por qualquer pessoa sem a devida qualificação e preparação.

O Brasil possui cerca de 49 mil professores atuando no primeiro ciclo do ensino fundamental na modalidade de Educação de Jovens e Adultos, outros cerca de 800 mil no primeiro ciclo do ensino fundamental regular e mais de 700 mil atuando no segundo ciclo do ensino fundamental regular.

O Maranhão é o segundo estado com a maior taxa de analfabetos com 15 anos mais no Brasil. Possui mais de 851 mil analfabetos, segundo IBGE, com 16.7% de taxa, o estado só perde para Alagoas em percentual estadual de analfabetos no Brasil.

Comparando com os dados nacionais, a taxa no Maranhão é maior que o dobro do país, que é de 7% de analfabetos. A análise dos dados mostra que a desigualdade persiste: a concentração é maior nas regiões Norte e Nordeste, no grupo daqueles com 60 anos ou mais e entre as pessoas que se declaram pretas ou pardas.