O governador Wilson Witzel afirmou em sua conta nas redes sociais que vai ser apurada com rigor a informação de que policiais militares teriam entrado no hospital Estadual Getúlio Vargas para pegar a bala que matou a menina Ágatha, de 8 anos, no complexo do Alemão.

Ele diz ainda que os fatos, se comprovados, são inadmissíveis e os culpados serão punidos. A postagem foi feita após publicação de uma reportagem pela revista Veja, nesta quinta-feira, detalhando que os policiais não conseguiram recuperar o projétil porque foram impedidos pela equipe médica do Hospital onde Ágatha foi atendida.

Procurada, a Polícia Militar respondeu por meio de nota que possíveis condutas inapropriadas por parte de membros da corporação também são objeto de apuração do Inquérito Policial Militar instaurado, mas ressalta que a presença de policiais militares em unidades de saúde checando informações sobre a entrada de vítimas de disparos de arma de fogo faz parte das rotinas de atuação das equipes.

A Polícia Civil também foi procurada para saber se o fato está sendo investigado, mas disse apenas, por meio de nota, que não há nada nos autos sobre o fato citado.

Na última terça-feira (1º), a Polícia Civil realizou uma reprodução simulada do crime, ocorrido no dia 20 de setembro, na comunidade conhecida como Fazendinha. Oito pessoas participaram, seis testemunhas e dois policiais.

Os outros nove PM’s que estavam no local da ocorrência quando Ágatha foi atingida decidiram não participar da reconstituição. Os policiais militares sustentaram a versão de que eles revidaram os tiros disparados por dois ocupantes de uma moto que passou pouco antes da kombi onde estavam Ágatha e sua mãe. No entanto, as testemunhas reforçaram a versão de que não havia tiroteio no momento em que a kombi foi atingida. A Polícia prometeu concluir o laudo pericial em até 30 dias.

Fonte: EBC